A Cursor lançou a versão 2.0 com duas mudanças de arquitetura e uma aposta clara: tornar o IDE uma redação de código, não um autocompletar melhorado.
O que o Compositor muda
O antigo Composer virou Compositor — um agente dedicado que opera em escopo de feature e não de arquivo. Na prática: você descreve “adiciona autenticação OAuth com Google nessa API Express” e ele navega pelos arquivos relevantes, propõe o conjunto de mudanças e abre um painel de diff unificado. Aceita tudo, rejeita, ou volta e ajusta.
É o mesmo pitch do Aider, Claude Code e Windsurf Cascade — mas com um detalhe que faz diferença: o Compositor mantém uma camada de contexto persistente (“Project Memory”) que sobrevive entre sessões. Convenções, decisões de arquitetura e notas de dívida técnica ficam acessíveis sem você colar de novo.
Onde escorrega
Monorepos grandes. Indexação de projetos acima de 5GB começa a engasgar — vimos spawn time de ~40s em um projeto com 120k arquivos. Para projetos pequenos e médios é instantâneo.
O outro ponto de atrito: rate limits no plano Pro são razoáveis para autocomplete, mas o agente consome muito em modo Compositor. Se você usa agente todo dia, o Business (US$ 40) acaba sendo o plano real.
Pra quem vale
- Time de produto mexendo em codebase bem estruturada → muito valor, fluxo de PR ganha 2–3×.
- Dev solo em projeto pequeno → o plano Pro resolve e o ganho é enorme.
- Monorepo grande com muitos serviços → espere pela 2.1 ou aceite a fricção.