A OpenAI anunciou nesta quarta-feira, 27 de agosto de 2026, o início de suas operações comerciais no Brasil, com uma equipe sediada em São Paulo. O movimento marca a primeira presença direta da empresa no país e reforça o compromisso de longo prazo com o ecossistema local de IA, negócios, academia e setor público fonte.
O Brasil como prioridade global
Segundo a OpenAI, o Brasil já é um dos três maiores mercados do ChatGPT em usuários ativos semanais. O tráfego local dobrou no último ano, com brasileiros enviando cerca de 215 milhões de mensagens por dia à plataforma. O uso não se limita ao consumo pessoal: 35% das mensagens classificadas em junho de 2026 foram relacionadas a trabalho, acima da média global de 30%. Mais da metade dessas conversas buscam execução de tarefas, como elaboração de propostas, análise de dados, geração de código ou criação de materiais de marketing.
O país também ocupa posição de destaque no ecossistema de desenvolvedores. O Brasil é o segundo maior mercado global em número de usuários da API da OpenAI, além de ser o principal da América Latina para o Codex. Desde o início de 2026, o volume semanal de usuários do Codex cresceu mais de 11 vezes, e as interações diárias aumentaram quase 30 vezes.
No segmento empresarial, o número de licenças do ChatGPT Enterprise no Brasil multiplicou por cinco em um ano, colocando o país entre os dez maiores mercados corporativos da empresa.
Parcerias e impacto local
A operação brasileira terá foco em apoiar empresas, desenvolvedores, pesquisadores e instituições públicas a identificar casos de uso relevantes e escalar projetos de IA de forma responsável. Entre as iniciativas já em andamento estão:
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Educação e pesquisa: parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para acesso a contas ChatGPT Edu e créditos para modelos avançados, como reasoning e Codex; apoio ao Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) para investigar como instituições científicas podem transformar acesso a IA em progresso acadêmico; colaboração com o Hospital das Clínicas da USP (HCFMUSP) para prototipar infraestrutura clínica centrada no profissional de saúde.
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Capacitação e negócios: programa nacional de letramento em IA para profissionais do direito em parceria com a ENTER, unicorn brasileira do setor jurídico; treinamento gratuito e mobile-first para micro e pequenos empresários junto à Estímulo, com foco em aplicações práticas em vendas, atendimento, finanças e gestão.
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Setor público: memorando de entendimento com a cidade de São Paulo (Prodam) para expandir o uso de IA em administrações públicas locais.
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Comunidade técnica: realização do primeiro roadshow “OpenAI para Devs” em Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo, com workshops e demonstrações voltadas a desenvolvedores e startups, tudo em português.
Por que importa
A chegada da OpenAI com operação direta no Brasil encerra uma fase de presença apenas remota e posiciona o país como prioridade global para a empresa. O movimento deve ampliar o acesso a recursos, suporte e parcerias estratégicas, além de acelerar a adoção de IA em setores-chave da economia brasileira. Para startups, empresas e órgãos públicos, a presença local pode significar menos fricção no uso comercial e institucional dos modelos da OpenAI, além de mais oportunidades de colaboração e formação.