A OpenAI publicou, em 2 de junho de 2026, uma proposta para a criação de um instituto internacional dedicado à segurança de jovens no uso de IA. O anúncio ocorre às vésperas da cúpula do G7, em Évian, França, onde o tema será discutido por chefes de Estado e representantes da indústria.
Proposta e contexto
Segundo a OpenAI, a disseminação da IA entre jovens pode ampliar oportunidades de aprendizado, reduzir barreiras de acesso e preparar novas gerações para o mercado de trabalho. Contudo, a exposição de menores a sistemas de IA demanda salvaguardas específicas, que não devem recair apenas sobre pais ou responsáveis, mas envolver empresas, governos e sociedade civil.
No comunicado, a empresa defende que a responsabilidade pela segurança juvenil em IA deve ser coletiva. O objetivo é criar um instituto internacional — ou atribuir a um órgão já existente esse mandato global — para coordenar pesquisa, compartilhar evidências e desenvolver orientações práticas sobre o tema. O instituto teria continuidade além de fóruns pontuais, como a cúpula do G7, garantindo acompanhamento e atualização dos padrões conforme a tecnologia evolui.Fonte: OpenAI
A iniciativa se inspira em projetos já em andamento, como o Youth AI Safety Institute da Common Sense Media, apoiado pela OpenAI Foundation, e parcerias com educadores, incluindo a American Federation of Teachers. Também cita o projeto-piloto em escolas da Estônia, onde o impacto do ChatGPT no ensino está sendo monitorado em colaboração com Stanford e pesquisadores locais.
Princípios sugeridos
A proposta da OpenAI detalha princípios para um futuro padrão global:
- Identificação de menores: exigir métodos de estimativa de idade, preservando a privacidade, para aplicar proteções adequadas.
- Avaliação contínua de riscos: relatórios anuais sobre riscos e benefícios do uso de IA por jovens, com salvaguardas proporcionais.
- Controles parentais acessíveis: ferramentas para gerenciar configurações como memória, uso de dados e tempo de exposição.
- Transparência e informação: políticas claras sobre salvaguardas, atualizadas conforme surgem novos riscos.
- Protocolos para situações críticas: suporte a casos de autolesão, exploração e outros riscos graves, incluindo notificações e encaminhamentos apropriados.
- Limites de conteúdo: sistemas devem evitar geração de material impróprio ou perigoso para crianças e adolescentes.
- Foco no desenvolvimento: IA deve apoiar aprendizado e competências, sem substituir relações e julgamentos humanos essenciais.
Próximos passos e impacto
A proposta será debatida no G7, com a expectativa de engajar governos, indústria e sociedade civil em torno de um padrão internacional. A OpenAI reforça que a criação de um instituto dedicado seria o caminho mais eficaz para garantir continuidade, coordenação e atualização das práticas de segurança, evitando fragmentação de esforços.
Para educadores, pais e empresas que desenvolvem soluções de IA para jovens, a iniciativa pode influenciar futuras regulações, contratos e requisitos de produto. O tema ganha relevância à medida que o uso da IA em ambientes educacionais e sociais se expande globalmente.